
O Transtorno do Espectro Autista e o aprendizado da língua Inglesa
- Categorias Aprender
- Data maio 1, 2023
- Tags Transtorno do Espectro Autista
Aprender uma nova língua, apesar de ser um desafio, deve ser uma atividade divertida e leve, porém isso pode se tornar um desafio quando o aluno é uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Nos últimos anos, o que conhecemos como Espectro Autista passou por muitas transformações, principalmente nas questões de nomenclatura e inclusão. Hoje podemos dividir o espectro em níveis de suporte, não mais graus de intensidade.
Suporte nível 1
Pessoas nesse nível apresentam sintomas mais brandos, podendo se adaptar a situações sociais e não precisam de suporte constante. Apesar de ser considerado um nível “leve”, não quer dizer que não haja dificuldades. Assim como todos que têm o transtorno, apresentam stims (formas de expressão) e padrões diferentes de pessoas neurotípicas.
Suporte nível 2
É considerado um nível moderado. Autistas de suporte 2 precisam de mais apoio em situações sociais. Nesse nível, já se enquadram os autistas não-verbais, com comportamentos mais atípicos e sinais mais claros de TEA, como evitar o contato visual e não demonstrar emoções de forma verbal e/ou facial. Crises podem ser mais frequentes e causadas por situações mais rotineiras, como uma mudança de planos ou excesso de estímulos.
Suporte nível 3
Pessoas com grandes dificuldades sociais e comunicativas, com comportamentos repetitivos que atrapalham o convívio social. Podem ser excessivamente sensíveis a estímulos sensoriais, apresentando também alta dificuldade de compreensão das interações sociais rotineiras. Por conta disso, precisam de um alto nível de suporte para realizar suas atividades diárias.
Em sala de aula
Toda criança tem o direto e a capacidade de aprender um segundo idioma e com as devidas adaptações feitas em aula, todos podem estudar juntos.
Aqui na Skylimit temos alunos com criança TEA e estamos sempre buscando maneiras de tornar as nossas aulas de inglês o mais inclusivas possível.
Nesse post trouxe dicas de como melhorar o momento de estudos de inglês para um aluno autista na escola, ou até mesmo em casa com os pais.
1 - Onde a criança deve ficar?
O tempo de atenção das crianças é muito curto, ainda mais quando são muito estímulos ao mesmo tempo. No caso de uma criança com espectro autista, ela deve ficar o mais próximo possível do professor, para que se mantenha atenta.
Cabe ao professor atrair a atenção e também entender que movimentos ou sons repetitivos e a falta de contato visual durante a aula não significam que o aluno não está prestando atenção.
2 - Como atrair a criança para o tema da aula?
Ao ensinar vocabulário, é melhor usar materiais concretos, como letras de EVA ou peças de madeira, por exemplo. Quebra-cabeças, cartas, formas, dados e brinquedos que podem ser tocados e sentidos são ótimos também.
Lembre-se que texturas e cores vão atrair a atenção, despertando a curiosidade e manter a criança focada por mais tempo, mas preze pela organização, pois excesso de estímulo pode atrapalhar tudo.
Se a criança possuir interesse específico (como carros, dinossauros, aviões, etc), tente usar isso a seu favor na aula. Por exemplo:
- What color is this car? (Que cor é este carro?)
- This dinossaur has big teeth, small arms and a long tail. (Este dinossauro tem dentes grandes, braços pequenos e rabo comprido.)
Vídeos e músicas chamam muito a atenção de crianças com TEA ,por isso explore as repetições e rimas para que a criança memorize melhor o que está sendo ensinado.
3 - Como organizar o ambiente?
Menos é mais nesse caso. Autistas podem ser muito sensíveis a estímulos visuais e sonoros, por isso uma sala de aula com bagunça e barulho pode desencadear até mesmo crises sensoriais.
É indicado que a criança conheça o espaço antes de iniciar as aulas, para ficar mais tranquila e familiarizada com a escola quando as aulas começarem.
A sala de aula deve ser organizada e os colegas precisam estar informados da importância de respeitar o tempo e as diferenças da criança autista.
Figuras, cartazes e fotos podem ser usados para mostrar aos alunos como será a rotina da aula. Os recursos visuais e concretos ajudam o aluno com autismo a compreender o que se espera que ele faça.
4 - As tarefas e atividades
O ideal é que as tarefas mais complexas da aula sejam fragmentadas em etapas e que as atividades sejam bem lúdicas. Quanto ao tempo, cada criança tem seu para fazer cada coisa e isso precisa ser respeitado. Nunca podemos comparar alunos, todos somos diferentes.
O reforço positivo é sempre bom após uma atividade concluída. Todos gostam de receber um elogio, ganhar um very good, um carimbo no caderno ou uma figurinha…
5 - Parceria com os pais:
Conversar abertamente com os pais é fundamental para garantir que as necessidades da criança autista sejam atendidas adequadamente na sala de aula.
Muitas vezes, pode ser necessário que a escola, em parceria com os pais, identifiquem as habilidades dos alunos com TEA para que haja um planejamento de atividades mais efetivas e inclusivas.
6 - Apoio emocional
As crianças autistas podem ter dificuldade em lidar com situações sociais e emocionais. Portanto, o professor deve fornecer um ambiente seguro e acolhedor para que a criança se sinta à vontade para expressar suas emoções e necessidades.
Ao receber um diagnóstico de algo como o autismo, pais frequentemente temem que a criança se torne dependente deles e que suas oportunidades na vida sejam limitadas. Essa preocupação é compreensível, mas é importante lembrar que são crianças tão inteligentes e capazes quanto qualquer outra.
Como mencionei anteriormente, há diferentes níveis de autismo, cada um com características específicas, portanto, é essencial que os professores (de qualquer área) se mantenham atualizados e estudem continuamente para adaptar suas aulas da melhor maneira possível.
No entanto, essa tarefa não é fácil e requer o apoio da escola e da família para obter resultados efetivos.
Além de adaptar as atividades, os professores devem dedicar tempo para garantir que os alunos autistas não se sintam excluídos. Cuidados e atenção aos detalhes são cruciais para alcançar esse objetivo. Em geral, os professores precisam ter sensibilidade para perceber o aluno autista como uma pessoa que precisa de ajuda, assim como os demais alunos. Atividades de interação são fundamentais para que todos os alunos possam perceber e respeitar as diferenças entre as pessoas.
Você conhece alguém que é autista e estuda inglês? Comente.
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Bye-bye!
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